Nas últimas décadas a sociedade contemporânea passa por uma tendência que vem se tornando padrão no cotidiano. Este novo estilo de vida, que alguns teóricos e críticos da comunicação costumam chamar de Sociedade Fast Food, vem se adaptando às diversas esferas do ser humano moderno. Devido à conturbação da “cidade grande”, os ambientes habitados pelo homem vêm se tornando mais compactos e práticos e o resultado desta compactação na atmosfera familiar do ser-humano são os condomínios. Entretanto, apesar do conforto e da particularidade propiciada pela vida em condomínios, as regras rígidas e o constante cuidado para com o espaço do outro leva a uma certa tensão dos moradores.
Quem mora em casa raramente se preocupa com o barulho do som, ou os incômodos que uma reforma pode causar a um vizinho. Por questão de espaço estes detalhes atingem pouco os moradores de um domicílio, mas o mesmo não ocorre com aqueles que dividem o mesmo terreno com outros moradores, como foi o caso de Márcia Cristina, 41 anos, que recentemente mudou-se para um apartamento no Bairro Itapoã. Há três meses atrás morava no bairro Mantiqueira, região metropolitana de Belo Horizonte, onde não tinha muita privacidade por morar muito próxima de outras famílias. Ao mudar com as filhas e o marido para um condomínio, o choque da mudança não foi tão empactante. Ressalva apenas que o pessoal do condomínio é pouco receptivo e já teve, inclusive, um conflito com um morador que não gostou muito do barulho da reforma que Márcia administrou em seu AP. No entanto Márcia afirma que ainda prefere uma casa, cujo terreno seja só seu, a ter de dividir um mesmo prédio com um monte de “desconhecidos”.
Já a psicóloga Ivana Gonçalves, 43 anos, admite preferir muito viver em um condomínio que uma casa. A razão, segundo ela, é a segurança que acredita ser maior. Ao contrário de Márcia, Ivana vive em apartamento à quase 30 anos e sempre teve umbom convício com os outros moradores. Atualmente vivem em um edifício no bairro Sagrada Família e diz que mesmo se ganhar na loteria, compraria uma cobertura, mas não abriria mão de um apartamento.
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