sexta-feira, 2 de março de 2007

E nós nao vamos fazer nada...

Em fevereiro deste ano o Brasil ficou chocado com a morte de João Helio Fernades, uma criança de 6 anos de idade morador do Rio de Janeiro. O garoto foi arrastado por 14 ruas, um trajeto que cubriu cerca de 7km dos bairros da zona norte do Rio, após quatro assaltantes, d'entre eles um menor, levarem o Corsa de sua mãe ignorando a crianca presa ao cinto de seugurançano banco de tras do veículo. Um motoqueiro que tentou alertar os meliantes quanto à crinaça pendurada pela porta foi ameaçado com uma arma por um dos assaltantes, que alegaram que João nao passava de um simples "boneco de Judas". O suplicio de Joao Helio só foi terminar quando o carro foi deixado em uma rua sem saida na regiao de Cascadura, onde os assassinos nao tiveram alternativa a nao ser abandonar o garoto e fugir a pé. A crueldade com que o crime ocorreu mobilisou grande parte do país, inclusive a força policial carioca, que em uma operação atipicamente rápida localisou os criminosos no dia seguinte. Diante de mais um episodio bárbaro o legislativo do país foi pressionado a rever muitas das leis responsaveis por crimes hediondos, inclusive as que constam no Estatuto da Criança e do Adolescente, ja que um menor de 18 anos estava envolvido no crime e segundo a lei que protege os menores o tempo máximo de reclusao de uma "criança" ou "adolescente" é de tres anos. A familia de João e grande parte dos solidarios à morte do menino, é a favor da redução da maioridade penal e uma punição mais rígida para os que cometem crimes hediondos. Segundo a Câmara dos Deputados, o país não pode tomar uma decisão desta proporção neste clima de revolta e vingança, o que terminou gerando mais polêmica sobre o caso. Instituiçoes privadas deram inicio à uma campanha cujo o slogan é a pergunta "nós não vamos fazer nada?",fazendo alusão a varios episodios de nivel bárbaro semelhantes ao de João, quando após o tempo de luto sobre o fato tudo foi esquecido, ignorado e em alguns casos até mesmo perdoado. O deputado federal Fernando Gabeira (PV) questiona quando então uma decisão será tomada, pois crimes chocantes como este estão cada vez mais frequentes, o que nao deixa espaço para a suposta calma necessaria para enfrentarmos casos como este de frente. Sendo assim, novamente por enquanto, nós não vamos fazer nada.

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